006 Verdadeiro ou Falso (Peço que adicionem aos favoritos!)

Sang Detektif Agung dari Masa Depan Berkeliling meninjau properti 2861kata 2026-03-14 14:33:36

Oito horas da noite, portão dos fundos do parque central.

— Pff, que sujeito depravado! — cuspiu Li Hui, com desdém.

Han Bin encolheu o pescoço para trás: — Cuidado com o cuspe.

— Você viu aquela Zheng Wen? Como pôde esconder uma prova tão importante? — protestou Li Hui.

— O impacto desse caso nela foi grande demais. Talvez não tenha notado de imediato e, depois, já não tinha coragem de contar — ponderou Han Bin.

— O parque está começando a encher.

Han Bin e Li Hui, com uma pilha de fotografias nas mãos, postaram-se à entrada do parque para investigar os visitantes. Graças ao trabalho do departamento técnico, conseguiram algumas fotos frontais dos indivíduos a serem averiguados; outras imagens ainda estavam em processamento, sendo provável que, mesmo aprimoradas, algumas permanecessem indistintas.

E isso porque, junto ao portão do parque, havia um poste de luz permitindo identificar quem entrava e saía; do contrário, as imagens captadas pela vigilância seriam ainda mais turvas.

Ao cruzarem com alguém semelhante aos retratados, abordavam o sujeito, faziam perguntas, registravam nome, identidade, telefone e impressões digitais.

Ainda que a pessoa não correspondesse às fotos, ambos também inquiriam, de praxe, se na noite do crime notaram algo fora do comum.

Não era um trabalho cansativo, mas exigia conversa constante e era, sem dúvida, exaustivo em sua repetição.

Zhao Ming e Tian Li encontravam-se na entrada principal, repetindo o mesmo procedimento.

Por vários dias, os quatro vasculharam o parque central, identificando mais de vinte homens com oportunidade para o crime. Outros, embora tivessem imagens nítidas, não haviam frequentado o parque nos últimos dias, sendo possível encontrar seus dados pelo sistema policial.

Outra tarde, Han Bin repousava sobre a mesa do escritório, tirando um cochilo.

Palmas ressoaram no corredor; Zeng Ping anunciou: — Todos, venham se reunir.

— Capitão Zeng, vamos ao parque investigar de novo? — Li Hui franziu o cenho.

— Hoje não haverá mais diligências.

— Por quê?

— O resultado do exame de DNA saiu — comunicou Zeng Ping.

— Compararam com o banco de dados? — Han Bin surpreendeu-se.

— Sim, encontramos uma correspondência. Eis os dados do suspeito — disse Zeng Ping, ligando o projetor e exibindo as informações:

Nome: Chen Jun
Etnia: Han
Idade: 28 anos
Altura: 1,77 m
Profissão: Empresa de tecnologia Qindao
Estado civil: Solteiro
Endereço: Qindao, Rua Yuxin, Condomínio Jiangxin, bloco 6, apto 703

— Então, capitão, a que estamos esperando? Vamos prendê-lo! — exclamou Zhao Ming.

...

O grupo partiu de carro em direção ao condomínio Jiangxin.

Disfarçados de funcionários da administração predial, ludibriaram o suspeito e entraram no apartamento.

Conseguiram dominar Chen Jun sem dificuldade.

Chen Jun era o típico recluso: o apartamento, alugado, estava em desordem, e ele vivia só.

Han Bin e os demais vasculharam o local minuciosamente, sem encontrar instrumento do crime; levaram-no ao distrito policial.

Para solucionar o caso com celeridade, Zeng Ping decidiu interrogar o suspeito durante a noite.

...

Delegacia de Qindao, sala de interrogatório.

O suspeito, sentado na cadeira, encarava Han Bin e Li Hui, os encarregados do interrogatório. Zeng Ping, Tian Li e Zhao Ming observavam da sala adjacente, por meio do vidro unidirecional.

— Nome, idade, naturalidade... — Han Bin iniciou as perguntas de praxe.

— Chen Jun, vinte e oito anos, natural de Qindao...

— Sabe por que está aqui? — inquiriu Li Hui.

— N-não sei — respondeu Chen Jun, balançando a cabeça.

— Suspeitamos que esteja envolvido em um caso de estupro. Contamos com sua colaboração na investigação — disse Li Hui.

— Isso é impossível! Jamais fiz algo assim! — exclamou Chen Jun, visivelmente chocado.

— Segunda-feira passada, dezoito de junho, à noite, onde você estava? — perguntou Li Hui.

— Não consigo me lembrar — Chen Jun respondeu, hesitante.

— Pense bem.

Após um momento, Chen Jun recordou: — Eu estava em casa.

— Alguém pode confirmar?

— Moro sozinho.

— Ou seja, naquela noite, ninguém pode provar que você não saiu de casa? — insistiu Li Hui.

— Senhores policiais, sou inocente, estou sendo injustiçado! — gritou Chen Jun.

— Todo suspeito que entra nesta sala diz ser inocente. Falar alto não prova nada — disse Li Hui, imperturbável.

— Sou mesmo inocente!

— Então me diga: por que seu material genético foi encontrado na cena do crime? — Han Bin questionou.

— Onde seria essa cena?

— No parque central.

— Nunca pus os pés naquele parque! — afirmou Chen Jun.

— Não adianta fingir. Se você nunca esteve lá, como seu material genético apareceu na cena? Isso não se pode forjar — Li Hui replicou.

— Fui injustiçado! Deve haver algum engano nisto — desesperou-se Chen Jun.

— Material genético é prova suficiente para condenação. Se não conseguir explicar por que apareceu na cena do crime, ninguém poderá ajudá-lo — Han Bin concluiu.

— Eu não sei, de verdade — Chen Jun chorou, aflito.

...

Uma hora depois, Han Bin e Li Hui deixaram a sala de interrogatório.

— E então? — perguntou Zeng Ping.

— O suspeito não possui álibi — respondeu Han Bin.

— Alguma pista nova? — indagou Zeng Ping.

— Está se mostrando resistente; apenas afirma que não sabe — relatou Li Hui.

— O DNA não mente. Ele pode negar à vontade, não fará diferença — ponderou Zhao Ming.

— Capitão Zeng, creio que ainda há pontos obscuros neste caso — disse Han Bin.

— Que pontos?

— Chen Jun não me parece estar mentindo.

Durante o interrogatório, Han Bin utilizara a análise de microexpressões para observar cada gesto de Chen Jun. Identificou medo, pânico, mas nenhum indício de falsidade.

Não era assim que um criminoso deveria se portar.

— Tem alguma prova? — perguntou Zeng Ping.

Han Bin balançou a cabeça — era apenas sua análise.

— Han Bin, somos policiais; trabalhamos com provas — advertiu Zeng Ping, em tom grave. — Enquanto Chen Jun não apresentar um álibi para o período do crime, e não explicar por que seu material genético estava na cena, ele continuará suspeito.

— Sim, senhor.

— Basta por hoje, todos estão cansados. Amanhã continuamos — decretou Zeng Ping.

De volta a casa, Han Bin não conseguia afastar o caso dos pensamentos.

Ter-se-ia enganado na análise das microexpressões?

Ou haveria um verdadeiro culpado oculto?

Com tais dúvidas, Han Bin adormeceu lentamente.

...

Na manhã seguinte.

Condomínio Huayuan, apartamento 1201.

Depois de se levantar, Han Bin lavou o rosto, vestiu-se com roupas limpas e desceu para tomar o café da manhã.

Seus pais também moravam naquele prédio, no apartamento 601.

O pai de Han Bin, Han Weidong, era policial na delegacia de Guang'an; a mãe, Wang Huifang, estava aposentada.

Assim que entrou, Han Bin viu o pai sentado ao lado da mesa de chá, lendo o jornal e sorvendo chá.

— Pai, não se cansa de ler jornal na delegacia? — brincou Han Bin, sorrindo.

— Você não entende. Aprender é para a vida toda. Estou estudando as políticas do Estado, respondendo ao chamado nacional — resmungou Han Weidong.

— E minha mãe?

— Foi ao mercado comprar legumes — informou Han Weidong.

— O que tem para o café?

— Vá lavar as mãos, eu lhe sirvo — disse Han Weidong.

— Até tenho esse privilégio? — Han Bin fingiu surpresa.

— Sua mãe disse que você, como detetive, trabalha demais. Mandou este policial comunitário aqui apoiar seu trabalho — retrucou Han Weidong, bufando.

— Bem típico da mamãe, sempre tão consciente — Han Bin riu.

— Não se gabe.

Depois de lavar as mãos, Han Bin foi à sala de jantar. Sobre a mesa, encontravam-se um prato de arroz frito com ovos, uma tigela de mingau de milho, um pequeno prato de picles e carne bovina ao molho.

— Ótima refeição! — Han Bin, faminto, comeu duas garfadas de arroz frito, então se lembrou de algo: — Pai, este arroz é de ontem?

— Arroz de um dia para o outro tem menos umidade, fica melhor para fritar — respondeu Han Weidong.

— De ontem, não do próprio dia... — Han Bin murmurou, pensativo.

— Coma devagar, tem mais na panela — disse Han Weidong, voltando à sala para ler o jornal.

Acompanhado de alguns pedaços de carne ao molho, Han Bin terminou o arroz frito e, sem tempo para tomar o mingau, apressou-se para a delegacia.

Tinha uma hipótese — talvez, afinal, fosse capaz de explicar por que o material genético do suspeito apareceu na cena do crime...