Capítulo Sete: Ao Nascer do Sol, Shêng Torna-se Discípulo do Nono Tio

Berguru kepada Paman Kesembilan, Memulai Perjalanan dengan Bergabung ke Grup Obrolan Takdir yang Tertutup 2831kata 2026-03-15 14:48:23

Na manhã seguinte, assim que abriu os olhos, Hong Yun percebeu, subitamente, que sua energia parecia inesgotável.

Num ímpeto, ergueu-se da cama, movimentando o corpo, sentindo-se tomado por uma força que transbordava em cada fibra de seu ser.

Com o olhar fixo à frente, evocou mentalmente o grupo de conversas, desejoso de observar a reação dos demais; porém, para sua surpresa, notou que o grupo havia passado por uma atualização.

O sistema notificava: "Grupo em processo de atualização. Todas as funções estão temporariamente indisponíveis. Após a atualização, será realizada uma votação para eleger o novo administrador."

Quanto ao tempo necessário para tal atualização, não havia qualquer menção. Restava a Hong Yun, pois, deixar de lado, por ora, as questões relativas ao grupo.

Saiu do quarto a passos lentos, erguendo o olhar para contemplar, com atenção, o pequeno pátio de Nono Tio.

Dizer que era um pequeno pátio dependia, evidentemente, do referencial.

Comparado ao mundo de onde Hong Yun provinha, antes de atravessar o véu do tempo, este pátio nada tinha de grandioso.

Mas, se posto lado a lado com as moradas habituais deste período, era, sem dúvida, uma verdadeira mansão.

Nos últimos anos, em sua incessante busca por moedas antigas e raras, Hong Yun percorrera inúmeros vilarejos remotos em busca de preciosidades.

Assim, tornara-se íntimo das antigas residências da era Republicana, cônscio de que, naqueles tempos, a maioria das casas populares era feita de barro.

Ouvira, inclusive, de anciãos, que possuir uma casa de taipa já era sinal de relativa prosperidade.

Muitos, contudo, só podiam erguer abrigos com palha e galhos, formando, à força, estruturas que pouco protegiam do vento ou da chuva, servindo apenas como refúgio precário.

Olhando novamente para o asilo de Nono Tio, embora tivesse apenas um pátio e as paredes outrora brancas agora deixassem entrever os tijolos vermelhos, sob a ação do tempo, revestidas de trepadeiras e musgo, o que lhes conferia uma aura de arcaísmo — ou de certo abandono —, ainda assim, tratava-se de uma casa sólida, erguida com tijolos, coberta de telhas cerâmicas. O interior, ainda que desprovido de luxos ornamentais, possuía todas as vigas e pilares necessários.

No pátio, havia até mesmo bancos e mesa de pedra, além de um pequeno quiosque.

“Este asilo foi erguido graças às doações dos habitantes e dos abastados da cidade. É sinal de que depositam confiança em mim, oferecendo-me um lugar onde repousar”, disse, de súbito, a voz de Nono Tio às costas de Hong Yun, enquanto este contemplava o pátio.

“Nono Tio é demasiadamente modesto. O fato de os habitantes unirem-se para construir tal asilo em sua honra demonstra o quanto lhe respeitam e admiram”, replicou Hong Yun, conhecendo o apreço de Nono Tio pelas aparências e, por isso, não poupando elogios.

Afinal, ele também tinha seus motivos.

Se tudo se resumisse a uma viagem temporal, Hong Yun dispunha de recursos para alcançar uma vida próspera e confortável.

O problema era que este mundo não era um mundo comum. Demônios e fantasmas surgiam a todo instante, sem mencionar os ainda mais aterradores zumbis.

Para desfrutar de segurança, ou mesmo conforto, neste mundo, o primeiro passo seria cultivar poderes extraordinários.

Embora detivesse em mãos o grupo de conversas das diferentes eras, cujas possibilidades futuras eram inexauríveis, a urgência do presente impunha outra prioridade: tornar-se discípulo de Nono Tio.

Ainda que Yan Chixia parecesse superior em poder, isso se devia apenas ao grau de seu cultivo; sua técnica não era a mais apropriada para lidar com criaturas demoníacas.

Yan Chixia era, em essência, um espadachim: exímio em eliminar o mal, porém menos talhado para subjugar demônios.

Se Nono Tio possuísse igual nível de cultivo e vivesse num mundo de energia espiritual abundante, não apenas árvores demoníacas milenares, mas até mesmo o Ancião de Montanha Negra sucumbiriam diante dele.

Naturalmente, tal pensamento era apenas conjectura de Hong Yun, mas ele assim o acreditava.

Por isso, cobiçava ardentemente as técnicas especializadas de Maoshan.

“Ah, nós, cultivadores do Dao, vivemos para exterminar demônios e preservar o Céu; o resto são meros acessórios, indignos de menção.”

Como esperado, ao ouvir os elogios, os olhos de Nono Tio brilharam e um leve sorriso de satisfação surgiu-lhe nos lábios.

“Nono Tio tem razão. Alguém de sua envergadura naturalmente não se prende a tais futilidades; é minha juventude que fala mais alto”, disse Hong Yun.

Se fosse alguns anos antes, jamais teria proferido tais palavras lisonjeiras.

Mas, com o passar dos anos, tendo viajado por tantos lugares e travado relações, aprendera as maneiras do mundo e ampliara sua experiência.

“Jovem irmão, tão humilde apesar da pouca idade; teu futuro é promissor”, elogiou Nono Tio, retribuindo-lhe a gentileza.

Contudo, ao terminar, seu semblante tornou-se levemente grave, fazendo o coração de Hong Yun disparar, temendo que algo grave tivesse ocorrido.

“Contudo, há algo que desejo perguntar-te, e espero que possas responder com sinceridade.”

“Nono Tio, pergunte o que quiser, Hong Yun não ocultará nada!”

Vendo tal disposição, Nono Tio sorriu e acenou, convidando-o a sentar-se no banco de pedra do pátio. Serviu-lhe uma xícara de chá, retirando-a da mesa.

O chá ainda estava morno — não se sabia se a chaleira mantinha o calor ou se Nono Tio o preparara naquela manhã.

Ao segurar a xícara, Hong Yun hesitou: o sabor do chá da noite anterior não lhe deixara boas lembranças.

Ergueu os olhos para Nono Tio, que sorveu todo o conteúdo de um só gole. Não lhe restava alternativa senão imitá-lo.

Bebeu, franzindo o cenho, e logo notou algo curioso: o chá daquela manhã era distinto do da véspera.

Agora, sim, sentia o sabor inconfundível da bebida, sem ser uma infusão requentada e insípida, mas um chá de aroma presente e sem estranhezas.

“Jovem irmão, vejo que não tens mais que dezessete ou dezoito anos. Como te aventuras sozinho pelas ruas à noite? Acaso havia alguma urgência?”

Após pousar a xícara, Nono Tio ergueu o rosto, fitando Hong Yun com seriedade.

Diante da pergunta, Hong Yun vacilou um instante, mas logo pegou o telefone.

Embora estivesse sem sinal, ainda havia bateria suficiente para usar a câmera.

Ativou a lente frontal e, ao encarar o próprio rosto ainda juvenil, sentiu uma alegria imensa.

Atravessando o tempo, não sabia bem como, mas rejuvenesceu mais de uma década, retornando à sua juventude.

Agora entendia o vigor que sentira ao despertar: não era mera impressão, realmente tornara-se jovem outra vez.

"Na verdade, não sou daqui... Minha família está no exterior...", improvisou Hong Yun, guardando o telefone e rapidamente inventando uma desculpa.

Naquele tempo, para forjar uma identidade, fingir-se de chinês do ultramar era o disfarce perfeito.

Era uma história que ouvira dos pais, sobre um conterrâneo que realmente existira, tornando-se, agora, o modelo ideal para sua farsa.

Contou a Nono Tio toda a trajetória do tal antepassado, e este, ao final, assentiu.

"Assim sendo, jovem irmão, aconteceu-te algo estranho na noite passada?"

Quanto à identidade de Hong Yun, Nono Tio não se deteve; em tempos tão tumultuados, bastava ser vivo — questionar em demasia era inútil.

“Sim, na noite passada...”, Hong Yun relatou o encontro com a mulher-fantasma, e, ao final, mentiu dizendo que fugira com todas as forças e, sem saber como, a aparição desaparecera.

“Nesse caso, tratava-se apenas de uma alma errante”, concluiu Nono Tio, notando, pelo relato de Hong Yun, que a fantasma não era poderosa, deixando-lhe apenas algumas marcas, sem conseguir matá-lo.

“O fato de teres chegado aqui é obra do destino.

Vejo que, após uma noite, tua energia negativa dissipou-se e, ao nascer do sol, a energia positiva brotou em ti; pareces possuir um corpo de pura energia yang. Dize-me, jovem, ainda não és casado, correto?

Com um corpo tão puro, se te tornares discípulo de um mestre, talvez alcances o título de Celeste Mestre!”

Ao ouvir tais palavras, Hong Yun corou intensamente.

Viver mais de trinta anos, atravessar o tempo e ainda conservar a castidade — era quase uma raridade nacional.

Superada a breve vergonha, logo percebeu o sentido oculto nas palavras de Nono Tio.

“Desde pequeno, Hong Yun almeja tornar-se discípulo de um grande mestre e cultivar habilidades extraordinárias, por isso ainda não se casou.

Agora, encontrando Nono Tio, creio que o destino me sorriu. Suplico que me aceite como discípulo.”

Tão logo concluiu, Hong Yun prostrou-se numa saudação de discípulo.

Nono Tio, vendo o gesto, não só não o impediu, como sorriu, tomado de satisfação.