Capítulo 7: Saudação Matinal

Hidup Kembali Setelah Masa Senggang Mimpi Bunga Dingin 3700kata 2026-03-15 14:38:23

O horário em que Lu Jingshu despertou não diferia em nada dos dias passados na mansão da família Lu. Após ser atormentada por Zhang Yan na noite anterior, sentia agora o corpo tomado por uma languidez suave, os membros rendidos a um cansaço que se espalhava como névoa. Contudo, achava-se, no momento, envolta nos braços de Zhang Yan, que ainda dormia.

Hesitou por um breve instante, antes de se debater com movimentos nada discretos, como se quisesse, de fato, libertar-se do abraço dele. Porém, sua real intenção era despertá-lo. Não havia outra saída: se Zhang Yan não acordasse, jamais conseguiria soltar-se do aperto de seus braços. Quem poderia imaginar que, mesmo adormecido, ele a enlaçaria com tal firmeza?

Zhang Yan abriu os olhos, percebendo que ela tentava se levantar. Longe de corresponder ao desejo de Lu Jingshu, apertou-a ainda mais contra si e voltou a fechar os olhos.

— O horário ainda é cedo. Durma mais um pouco — murmurou ele. Os criados do palácio ainda não haviam vindo chamá-los para levantar, o que indicava que ainda não se fazia tarde.

Apertada contra o peito de Zhang Yan, o rosto de Lu Jingshu foi forçado a repousar sobre ele. Através da fina camada de tecido, podia sentir o aroma de pinho que dele emanava, o calor de seu corpo, o vigoroso som do coração pulsando. Ergueu os olhos, vendo Zhang Yan de pálpebras cerradas, como se pretendesse mesmo continuar adormecido. Lu Jingshu inclinou a cabeça, afastando ao menos o rosto do peito dele.

Só então, com voz cautelosa, disse:

— Vossa Majestade não descansou bem esta noite? Ainda que o senhor hoje não precise comparecer ao conselho matutino, há de acompanhar-me até os aposentos da Imperatriz-Mãe para saudá-la. Esta será a minha primeira visita, não seria adequado atrasar o cumprimento do ritual.

— Se ao dar-lhe os cumprimentos chamá-la de "Imperatriz-Mãe", então não será necessário ir saudá-la — retrucou Zhang Yan, sem abrir os olhos.

Lu Jingshu não esperava tal resposta; sabia, é claro, que deveria mudar a forma de dirigir-se à Imperatriz-Mãe. Contudo, segundo o que conhecia da matriarca, tomar a iniciativa nesse sentido talvez não fosse o mais apropriado.

Como não obteve resposta, Zhang Yan pensou que ela não compreendera suas palavras e abriu os olhos para fitá-la. Viu-a com o olhar baixo, expressão reservada, e não pôde deixar de franzir levemente o cenho. Soltou-a então, sentando-se na cama.

— Pois bem, levantemo-nos.

Ouvindo o movimento no interior do aposento e certificando-se de que o imperador e a consorte haviam despertado, os criados logo entraram, trazendo água quente e utensílios para o asseio, prontos para servi-los na troca de vestes e no penteado.

Wen Shangong, acompanhada por duas jovens criadas, já aguardava desde cedo à porta, junto aos demais servidores do palácio. Quando os criados entraram para servi-los, ela e as meninas também adentraram o recinto. Diferentemente dos outros, Wen Shangong viera especialmente recolher o véu nupcial.

Lu Jingshu notou Wen Shangong ordenar que uma das jovens criadas guardasse cuidadosamente o véu manchado de sangue seco dentro de uma caixa de madeira. Sob o olhar sorridente de Wen Shangong, colaborou com o ritual, corando intensamente. O véu era prova indelével da noite de núpcias, testemunha do enlace consumado entre ela e Zhang Yan.

Por seu lado, A Miao, com um sorriso semelhante, entregava à Wen Shangong a recompensa devida.

Zhang Yan, ao ver Lu Jingshu corar, não conteve o sorriso discreto, as emoções antes sombrias dissipando-se aos poucos.

·

Após o asseio, ambos seguiram de liteira para o Palácio Yongfu. Lu Jingshu, amparada por A Miao, mal se acomodara quando A He lhe entregou uma bacia de ouro repleta de tâmaras, castanhas e carnes defumadas.

Durante todo o trajeto até o Palácio Yongfu, Lu Jingshu manteve nos braços a pesada bacia de ouro. Ao chegarem, A Miao e A He a ajudaram a descer com o objeto, enquanto Zhang Yan já os aguardava. Chegaram de fato muito cedo; os criados informaram que a Imperatriz-Mãe Zhou ainda não se levantara, de modo que Zhang Yan e Lu Jingshu não tiveram alternativa senão aguardar em silêncio.

Somente quando a Imperatriz-Mãe Zhou terminou de se arrumar é que Lu Jingshu pôde entregar a bacia aos criados. Após tanto tempo segurando-a, já sentia o peso nos braços, mas não se queixou, pois era o costume.

Ao saber que Zhang Yan e Lu Jingshu já a aguardavam diante de seus aposentos, a Imperatriz-Mãe Zhou não conteve o contentamento e o apreço no olhar. Não se deixava arrebatar pela afeição imperial, mantinha-se modesta, o que era digno de elogio.

Se não tivesse convidado Lu Jingshu tantas vezes ao palácio, possivelmente a Imperatriz-Mãe Zhou a julgaria excessivamente cautelosa e reservada. Agora, contudo, não podia senão aumentar sua estima pela jovem.

— Apenas o primeiro dia de núpcias, e já vieram tão cedo? — A Imperatriz-Mãe Zhou, amparada por Wen Shangong, irradiava um sorriso afetuoso. Certos detalhes, naturalmente, já lhe haviam sido relatados por Wen Shangong.

— Pois não é, mãe? Sua nora temia atrasar o cumprimento dos rituais e despertou-me cedo para virmos saudá-la — respondeu Zhang Yan, sorrindo. À primeira vista, parecia uma queixa, mas o elogio à diligência de Lu Jingshu era evidente.

Lu Jingshu, ao ouvir tais palavras, desviou o olhar timidamente, um rubor discreto tingindo-lhe o rosto.

— O filho saúda a mãe. Que a mãe desfrute de paz e saúde!

Depois da brincadeira, Zhang Yan saudou a Imperatriz-Mãe com toda a formalidade.

A Imperatriz-Mãe Zhou, sorrindo ao filho, compreendeu perfeitamente sua intenção: demonstrava a Lu Jingshu um exemplo a seguir.

Lu Jingshu não decepcionou as expectativas de Zhang Yan; imitou-lhe os gestos, porém curvou-se de joelhos, dizendo:

— A nora saúda a mãe. Que a mãe desfrute de paz e saúde!

— O chão está frio, levante-se logo — disse a Imperatriz-Mãe, dispensando a reverência. Vendo Zhang Yan prontamente estender-lhe a mão para ajudá-la a erguer-se, sentiu-se reconfortada diante da harmonia do casal imperial.

Após algumas trocas de palavras, os criados anunciaram que o desjejum estava servido.

Segundo a tradição, no primeiro dia após o casamento, a nova esposa devia, além de saudar cedo os sogros, servi-los pessoalmente durante a refeição; depois, deveria comer simbolicamente das sobras, em sinal de respeito e piedade filial.

Havia muitos criados no Palácio Yongfu; a Imperatriz-Mãe Zhou não esperava que Lu Jingshu a servisse de fato. Satisfeita com o gesto simbólico de Lu Jingshu ao lhe servir alguns pratos, e ciente de que ambos ainda não haviam comido, convidou-os a sentar-se juntos à mesa.

Zhang Yan não recusou; Lu Jingshu, mesmo que quisesse, não poderia fazê-lo, restando-lhe apenas obedecer e desfrutar, ao lado dele, da primeira refeição de sua nova vida no harém imperial.

Enquanto partilhavam o desjejum, um criado veio anunciar que o Príncipe Rui Jin vinha saudar a Imperatriz-Mãe. O príncipe em questão era o irmão mais novo de Zhang Yan, Zhang Yi, segundo filho legítimo da Imperatriz-Mãe Zhou.

Durante mais de dois anos de sua vida anterior no palácio, Lu Jingshu mal tivera contato com o Príncipe Rui Jin, pois suas posições eram bem definidas.

Sabia apenas que Zhang Yi era de saúde frágil desde pequeno, por ter nascido prematuramente, três meses antes do tempo.

Não era exagero: Zhang Yi de fato era muito doente. Não podia caminhar longas distâncias, tampouco correr ou saltar; dependia de remédios constantes para manter-se vivo.

Por isso, embora já tivesse recebido o título de príncipe, a Imperatriz-Mãe Zhou não permitia que ele vivesse fora do palácio. Quando Lu Jingshu morreu em sua vida anterior, ele ainda residia ali e, até então, permanecia solteiro.

Assim que o criado anunciou sua chegada, Lu Jingshu e Zhang Yan pousaram os hashis. Enquanto Lu Jingshu refletia, Zhang Yi já era conduzido ao recinto.

Sua fisionomia lembrava a de Zhang Yan em seis ou sete traços, mas a doença constante lhe roubava o vigor e a severidade das feições do irmão. Tinha o rosto pálido, a palidez típica dos enfermos; até sua respiração parecia frágil. Contudo, tal debilidade realçava o brilho incomum de seus olhos, como se, mesmo imerso em sombras, ainda avistasse uma luz ao longe.

Ao ver a Imperatriz-Mãe Zhou e Zhang Yan, um raro sorriso despontou em seu rosto. Entretanto, seu olhar mal repousou sobre Lu Jingshu.

Após saudar a Imperatriz-Mãe e Zhang Yan, dirigiu-se a Lu Jingshu, chamando-a de cunhada e cumprimentando-a com voz marcada por certa distância. Lu Jingshu não se importou, retribuindo o cumprimento com um sorriso amável.

Devido à sua saúde, as refeições de Zhang Yi eram especialmente preparadas, de modo que não podia comer com eles.

Por sorte, todos já haviam quase terminado, não deixando o príncipe à espera. Terminada a refeição, a Imperatriz-Mãe despediu-se de Zhang Yan e Lu Jingshu com poucas palavras, retendo apenas Zhang Yi para conversar.

Quando Zhang Yan e Lu Jingshu deixaram o Palácio Yongfu, o salão externo já se encontrava repleto de concubinas aguardando para saudar a Imperatriz-Mãe.

Mais tarde, essas mesmas concubinas iriam ao Palácio Fengyang para cumprimentar Lu Jingshu, agora imperatriz, razão pela qual ela, ao sair do Palácio Yongfu, pensou apenas em retornar cedo ao seu próprio palácio.

Embora Zhang Yan estivesse dispensado do conselho matutino, ainda tinha assuntos a tratar. Disse que iria ao gabinete imperial; Lu Jingshu nada questionou, apenas o acompanhou até a saída, antes de subir em sua liteira.

Tão logo os dois se afastaram, a Imperatriz-Mãe convocou as concubinas, mas logo as dispensou.

Na verdade, a Imperatriz-Mãe raramente as retinha; normalmente, os cumprimentos eram breves. Desta vez, porém, havia a particularidade de que deveriam, em seguida, saudar a nova imperatriz, o que deixou algumas delas desconfortáveis.

— Habitualmente, a Imperatriz-Mãe já não nos retém, mas hoje pareceu ainda mais apressada em nos dispensar do Palácio Yongfu — comentou uma das concubinas, com evidente desagrado.

As outras lançaram-lhe um olhar, mas preferiram ignorá-la. Houve, porém, quem respondesse:

— Por que dizes isso, Caipin An? A Imperatriz-Mãe sempre nos tratou com gentileza; hoje não notei diferença alguma — retrucou Chen Mengru, também do quinto grau, sem título, igualando-se em status a An Jinqing.

An Jinqing, pouco tolerante às palavras de Chen Mengru, resmungou asperamente:

— De fato, Caipin Chen é um modelo de gentileza e virtude, digna de inveja e ciúme.

Chen Mengru empalideceu, incapaz de rebater, calando-se e engolindo o amargor.

— Não se aflija, Caipin Chen. Caipin An apenas amarga o próprio ressentimento e precisa extravasá-lo — consolou uma voz inesperada. Ao voltar-se, Chen Mengru surpreendeu-se ao ver que era Li Guipin, Li Peishu, que a confortava.

Li Peishu, a mais graduada entre as concubinas abaixo da imperatriz, fora consorte do príncipe herdeiro, agora elevada ao terceiro grau, com posição estável na hierarquia.

Diante da intervenção de Li Peishu, An Jinqing não ousou replicar como fizera com Chen Mengru, restando-lhe apenas calar-se, embora não escondesse o despeito.

Ao ver o desconcerto de An Jinqing, um sorriso matizado de cálculo surgiu nos lábios de Li Peishu.