Capítulo Seis: Atualização do Sistema de Encantamento Floral

Gadis Rumah Tangga Sang Juara Kelas Ketua Yun 2296kata 2026-03-14 14:40:17

Durante toda a noite de bebedeira, o olhar de Jingyang permanecia preso à silhueta frágil de An Lele.

— Ei, solte-me! — De repente, o grito agudo de An Lele silenciou instantaneamente o burburinho ao redor.

Um sujeito ébrio agarrava seu delicado pulso, dizendo: — Mocinha, comprei tanta cerveja para você, custa beber só mais um copo?

— Eu não bebo — An Lele recusava, enquanto, com os olhos, suplicava socorro aos presentes. Só Deus sabia o quanto detestava aquele ambiente, sobretudo por ter de trabalhar ali; mas ninguém se dispôs a salvá-la em momento de perigo. Era o reflexo da realidade nacional.

Jingyang esvaziou o copo de cerveja de um só gole, desabotoou o punho dourado da camisa, arregaçou as mangas e dirigiu-se a passos largos na direção de An Lele.

— Ei, ei, o que vai fazer? Não seja imprudente! — Jiang Hai tentou dissuadi-lo, bem-intencionado. Mas Jingyang não ouviu. Já avançava resoluto, pondo-se entre An Lele e o agressor.

An Lele sentiu, de súbito, a chegada de um salvador; a claridade iluminou-lhe o olhar. Instintivamente, depositou em Jingyang uma confiança plena, e a raiva que nutria por ele dissolveu-se, convertida em credibilidade.

— Ei, quem é você? — O homem, manifestando desagrado pelo belo intruso, vociferou.

— E você, quem é? — devolveu Jingyang, com seu tom grave e pausado habitual.

O outro cambaleou até a frente de Jingyang e perguntou: — Você acha que pode bancar o herói e salvar a mocinha?

Jingyang, sereno, replicou: — Se ela fosse sua filha, gostaria que fosse assediada por um canalha como você?

O sujeito, visivelmente embriagado, com os sentidos entorpecidos, respondeu sem pensar: — Não tenho filha, não preciso me preocupar. Nem percebeu que Jingyang o insultava, chamando-o de canalha; An Lele, divertida, regozijou-se em silêncio.

— E se fosse sua nora, aceitaria vê-la humilhada por alguém como você?

Ao ouvir isso, An Lele sentiu brotar uma admiração ainda maior por Jingyang, tão incessante quanto o fluxo do Yangtzé. Afinal, a língua afiada também tem seu valor; a de Jingyang era mais tóxica que a mistura de melamina, sudão vermelho e óleo de esgoto!

O homem, finalmente percebendo o insulto e a maldição, avançou com um soco na direção do rosto de Jingyang.

— Cuidado! — An Lele gritou, apavorada; se aquele punho odioso atingisse o belo rosto que tanto lhe agradava, seria um crime imperdoável.

Ela tapou a boca com as mãos, olhos arregalados. Jingyang, contudo, apanhou o punho gordo com precisão e o empurrou com força; o homem se apoiou na mesa ao lado e, para surpresa de todos, permaneceu de pé.

— Bravo! — An Lele não conteve o entusiasmo, vibrando como uma pequena tigresa. Jingyang lançou-lhe um olhar rápido. Aquela menina era mesmo despreocupada; não percebia que ele a defendera por alguma razão? Mas, se ela estava feliz, permitiria que sua felicidade se intensificasse, e um leve sorriso curvou seus lábios.

O sorriso do deus que era Jingyang aniquilou An Lele num instante; mesmo irritado, era belo. Seu modo de se apaixonar só crescia.

No instante em que An Lele se perdia em pensamentos, viu a jaqueta de Jingyang esvoaçar com o movimento de seu punho, roçando-lhe o rosto com uma pontada de dor. Ouviu-se um baque: o sujeito agressor tombou ao chão. An Lele mal pôde perceber a rapidez do golpe; só sabia que não conseguira acompanhar o movimento.

Nenhum dos colegas do canalha ousou reagir. Os olhos profundos de Jingyang os fulminaram um a um; não, pareciam um abismo, um redemoinho capaz de tragá-los a todos.

A única mágoa de An Lele era ter visto apenas as costas de Jingyang ao lançar o soco. Mas que costas! Nenhum herói teria uma silhueta tão imponente.

Enquanto An Lele, absorta, contemplava de perfil o rosto de Jingyang, este segurou-lhe a mão e saiu com ela, satisfeito com o olhar que lhe dirigia. Fitou Jiang Hai: — Quanto ao dinheiro, eu resolvo. Fique tranquilo.

Jiang Hai respondeu com cumplicidade. Jingyang então desviou o olhar, continuando a conduzir An Lele para fora, até deixarem a Cidade da Cerveja.

An Lele girou lentamente o pulso que ele ainda segurava. Jingyang, ao reparar, percebeu que já o fazia por tempo demais; soltou-a, franziu o cenho, o rosto carregado de desaprovação:

— An Lele, você precisa tanto assim de dinheiro?

— Preciso, sim — respondeu ela, em voz baixa, lembrando-se de sua situação.

— Eu acho que lhe falta é juízo — a observação de Jingyang fez An Lele congelar. Como alguém tão bonito podia ser tão rude? Mas, considerando que ele a salvara, resolveu não se importar e, adotando a filosofia da vitória moral, rebateu:

— Sou uma aluna exemplar, jamais me faltaria inteligência.

Jingyang rendeu-se. Será que ela realmente pensava ser a mais inteligente do mundo?

— Você, aluna exemplar, não passa de uma tola.

Ploc! O coração de An Lele se partiu. Ela inflou as bochechas e lançou-lhe um olhar de protesto. O quê? Na visão dele, era apenas uma tola? Não seria ela o tipo "fofa e distraída"?

— Entre no carro, vou levá-la para casa — Jingyang não se preocupou com o humor dela. An Lele, percebendo o semblante azedo dele, sensatamente optou por evitar conflitos.

Quando o carro parou no conjunto habitacional onde morava, Jingyang olhou em volta, imerso na noite. Se não fosse por An Lele dizer que morava ali, jamais teria pisado num lugar daqueles.

— Nunca imaginei que em Yahua existisse um conjunto habitacional tão parecido com um buraco de rato.

A raiva de An Lele reacendeu. Aos olhos daquele homem arrogante e cruel, nem mesmo uma favela seria tão desprezível quanto o lugar onde ela vivia; era um buraco de rato! Teria ele conhecido buracos de rato tão grandes? E, se fosse assim, não seria ela um rato? Jingyang tinha um talento para insultar sem usar palavrão — digno de patente nacional.

Mas, apesar da raiva, não podia negar que lhe devia gratidão por tê-la salvado. Esquecendo o aborrecimento, sorriu:

— Obrigada por hoje.

— Só agora agradece? Sua reação é tão lenta que chega até o couro cabeludo — ele respondeu com um sorriso de canto de boca.

Diante do semblante enraivecido de An Lele, Jingyang sentiu-se divertido. Era realmente prazeroso provocá-la.

— Amanhã, não se esqueça de dar aula de reforço para Messi. Não se atrase! — E, dito isso, deu marcha à ré e desapareceu na noite, sem a menor hesitação.

An Lele, mãos na cintura, gritou para a direção onde Jingyang sumira:

— Tirano, vilão, grande patife!

— Tão tarde, quem está gritando aí?! — Do alto de um dos prédios decadentes, uma voz idosa manifestou desagrado.

Assustada, An Lele correu de volta para casa. Felizmente, foi rápida; do contrário, teria sido afogada pela água suja jogada do alto.

Na segurança de sua cama, An Lele não conseguia dormir. Sua mente era invadida pela imagem de Jingyang, entre amor e ódio. Só a muito custo conseguiu afastá-lo dos pensamentos e adormecer — já era madrugada.

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