Capítulo Seis: Melhor Diretor

Terlahir Menjadi Tokoh Antagonis dalam Novel Wanita Tango di Pegunungan Bersalju 2717kata 2026-03-15 14:51:27

...O infeliz Gu Mu, ao ouvir tudo aquilo, apenas sentiu que a vida era demasiado árdua.

Antes, ainda compadecia-se do velho imperador, envenenado pela própria imperatriz; agora, porém, percebia que não estava em situação muito melhor.

Finalmente compreendia...

Por que, nos tempos da universidade, tantas moças, ao descreverem sua própria falta de astúcia, gostavam de usar a expressão: “Se eu estivesse num drama de intrigas palacianas, não sobreviveria nem a um episódio.”

Eis o terror das narrativas voltadas ao público feminino.

Cada uma, à primeira vista, dócil, submissa, encantadora; mas, em seu íntimo, arquitetava silenciosamente formas de conduzi-lo à morte, sem jamais ser descoberta.

Todas, pequenas feiticeiras fatais.

Gu Mu recolocou, sem ruído, a telha em seu lugar, e então, ainda mais silenciosamente, retornou ao pavilhão principal.

Ali, oculto dos olhos de todos, um guerreiro de morte, leal apenas a ele, encontrava-se presente. Assim que Gu Mu entrou, fez-lhe um discreto gesto com a mão.

Era um sinal previamente combinado: vendo tal gesto, o guerreiro surgiria ante ele.

— A aia de Shen Ling, Youyou, está prestes a entregar uma carta anônima ao segundo filho do Ministro das Finanças, Li Meng.

Gu Mu fez uma pausa, observando a reação do guerreiro.

Este, de expressão impassível, não demonstrava dúvida, nem se interpelava, tampouco abria a boca para questionar.

Parece que, embora destituído de sentimentos, em outros aspectos, o guerreiro era semelhante a um homem comum: sua inteligência permanecia intacta, e sabia reconhecer as pessoas.

— Se esta carta for interceptada, Shen Ling certamente não desistirá facilmente; poderá, quem sabe, conceber outra estratégia. Portanto, quero que tu... — Gu Mu sorriu de soslaio; afinal, quem não carrega um diabinho dentro de si? — quando a carta chegar às mãos de Li Meng, sequestre-o. Só o liberte após o término da corte, amanhã.

— Não permitas que ninguém descubra quem foi o autor.

Com um aceno, Gu Mu despachou o guerreiro, que desapareceu novamente.

A razão de Shen Ling enviar a carta era simples: incitar Li Meng a se voluntariar para a missão. Uma vez que alguém se adiantasse, o motivo para Gu Mu nomear Shen Ci tornava-se menos convincente.

Além disso, Li Meng era um inútil irrecuperável, que se perdia diariamente em prazeres proibidos; o Ministro das Finanças o castigava com o rigor da lei da casa, e Li Meng, sempre se lamuriando, tornara-se motivo de escárnio entre toda a corte civil e militar.

Caso Li Meng, de súbito, mostrasse tamanha dedicação e sugerisse, por iniciativa própria, defender a fronteira, seu pai certamente se regozijaria e não hesitaria em interceder por ele perante o imperador.

Por sua vez, Li Meng, ignorante quanto aos perigos da fronteira, desejava apenas uma oportunidade de glória, para que o pai não mais o controlasse. Para ele, tal missão seria um mérito fácil de conquistar.

Gu Mu, então, preferiu mandar o guerreiro raptá-lo, cortando o mal pela raiz — Li Meng jamais teria chance de causar problemas.

Quanto a Shen Ling, ao ver Youyou entregar pessoalmente a carta a Li Meng, julgaria que tudo correra perfeitamente, e não permaneceria por muito tempo na residência Li.

Assim, no jogo de xadrez, por vezes, um movimento singelo pode produzir efeitos miraculosos.

Gu Mu deitou-se assim, de roupa e tudo.

Na manhã seguinte, no salão imperial.

O jovem imperador, sentado no trono, exibia um semblante sonolento e inocente; era apenas um menino, alheio aos assuntos de Estado, de espírito puro e ingênuo.

Gu Mu, por sua vez, postava-se atrás dele, governando por detrás do véu.

Desde que ascendera ao posto de Príncipe Regente, a ambiciosa imperatriz-viúva jamais se resignara.

No entanto... Após anos de tramas, tanto ela quanto o Gu Mu original conspiraram longamente; no fim, foi ela quem saiu derrotada.

Não, ainda não estava vencida; seu filho permanecia no trono! Se ao menos eliminasse o Príncipe Regente, poderia, antes que o filho atingisse a maioridade, abrir-lhe um caminho sem obstáculos!

Como nas lembranças do Gu Mu original, no primeiro dia de regência, os funcionários agitados começaram a causar tumulto.

Ajoelhavam-se em fila, semblantes pesarosos, vozes cheias de súplica, chegando ao ponto de ameaçar chocar-se contra as colunas caso Su Alteza não os ouvisse.

Achavam Gu Mu jovem e fácil de manipular, apresentando-lhe problemas não solucionados em anos pelo falecido imperador, apenas para lhe dificultar o governo.

— Alteza, rebeliões eclodem frequentemente nas fronteiras, e o povo vive deslocado, sem lar!

— Alteza, as fronteiras concernem à integridade de nosso território, vossa Excelência não pode ignorá-las!

— Alteza, o destino de todo o povo está em vossas mãos! O povo é como a água: sustenta o barco, mas também pode afundá-lo. É preciso pensar no bem-estar dos súditos!

...

Até mesmo os funcionários do partido da imperatriz-viúva, fingindo bravura suicida, cerravam os dentes e proclamavam: — Se Alteza desprezar o povo e os soldados da fronteira, eu, indigno servidor, só posso expiar minha culpa morrendo contra a coluna!

Gu Mu observava, frio, a tudo.

E mantinha-se em absoluto silêncio.

Deixava aqueles funcionários encenar o espetáculo.

Eles, barulhentos, supunham que o jovem regente se sentiria intimidado, ao menos lhes pediria que se acalmassem — então, teriam a iniciativa em mãos.

No entanto... O Príncipe Regente não proferiu uma única palavra.

Será que... teria cochilado?

Como podia manter tamanha impassibilidade?

Aqueles funcionários também não ousavam realmente se matar, mas, ante seu silêncio, precisavam ao menos encenar o gesto.

Esperavam que, ao se lançarem contra as colunas, seus colegas do partido da imperatriz-viúva os segurassem, permitindo-lhes, assim, encerrar a encenação de modo digno.

Contudo... Por que, mesmo correndo em direção às colunas, ninguém os detinha?

Em desespero, lançavam-se contra a pedra, mas ao olhar de soslaio, viam que os funcionários do partido do Príncipe Regente seguravam, sorrateiramente, aqueles colegas que tentavam intervir, impedindo o salvamento.

Os partidários do regente eram, de fato, ardilosos...

Assim pensavam, antes de desmaiar.

Felizmente, era tudo cena; ninguém se matou de fato — apenas contusões que levariam dias a sarar.

Foi então que Gu Mu se pronunciou:

— Oh, perdão, acabei de cochilar por um instante.

Com voz de fingida perplexidade, perguntou:

— Como é que alguns ministros estão dormindo no chão?

“E ainda tem a audácia de perguntar!” — pensaram os funcionários do partido da imperatriz-viúva.

Os partidários do regente, por sua vez, riam por dentro.

— Ministros, há alguma opinião a apresentar? — indagou Gu Mu, apenas por formalidade.

Os funcionários do partido da imperatriz-viúva, aproveitando a deixa, insistiram que se enviasse alguém para guardar a fronteira — alguém jovem, capaz e com autoridade.

Sugeriram alguns nomes, todos pertencentes aos mais destacados do partido do Príncipe Regente.

O objetivo: afastar figuras ameaçadoras do círculo do regente e dispersar seu poder.

Ainda assim, não ousaram mencionar o primogênito do chanceler, Shen Ci.

Afinal, o chanceler era um homem de poder incomensurável; ninguém se atrevia a ofendê-lo. Até a imperatriz-viúva, embora ele fosse leal ao regente, acalentava alguma esperança de atraí-lo para seu lado.

Gu Mu pigarreou. Vendo a covardia deles, decidiu ajudá-los:

— E quanto ao primogênito do chanceler, Shen Ci? Dotado de força sobre-humana, exímio nas artes marciais; julgo-o extremamente apropriado.

No mesmo instante, um silêncio sepulcral abateu-se sobre a corte.

Somente a resposta vigorosa do chanceler rompeu o ar:

— Este servo, recebe a ordem!

Eis a verdadeira lealdade.

Gu Mu lançou ao chanceler um olhar profundo.

Os membros do partido da imperatriz-viúva estavam visivelmente atônitos: alcançaram ou não seu intento? Gu Mu não nomeara os indicados por eles.

Por outro lado, Shen Ci era, de fato, do partido do regente.

Sentiam-se, por isso, como se tivessem engolido moscas: nem podiam cuspir, nem podiam engolir, sem compreender que jogo Gu Mu tramava.

De fato, conseguiram dispersar o poder do regente.

Porém, persistia aquela sensação estranha e indefinível, que lhes impedia de regozijar-se.

A origem desse desconcerto—

Seria o Príncipe Regente alguém tão fácil de manejar?

Viram colegas se lançarem contra as colunas sem que ele proferisse sequer uma palavra.

Assim, tão facilmente, permitiria que o filho do chanceler fosse enviado a guardar a fronteira?

Tinham a nítida impressão de que, desde o início, o Príncipe Regente já planejava mandar Shen Ci...

E todo o tumulto que armaram serviu apenas para facilitar a realização dos desígnios do regente — não passavam de meros bobos a serviço de sua vontade.

Porém, independentemente do que pensassem, ainda assim, precisavam adotar a postura de vencedores, louvando a decisão de Sua Alteza, como se esta coincidesse perfeitamente com seus anseios.